quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Antes



Antes a vida era bela e tu também
As coisas eram tão simples como o Mundo
E eu, ingénuo como a criança no colo,
Era ser onde nada era nada.

Gostava de ti e da tua presença
Por ti, escalei o Amor
Ultrapassei-o e cheguei ao topo
Aí pus uma bandeira com o teu nome.
E orgulhei-me de nós.

Mas tu, que sempre alimentaste o meu sonho,
Empurraste-me e caí
Bati no fundo e por lá fiquei
E nem te apercebeste do que fizeste.


Fiquei estendido a sangrar por ti
Tu tapaste-me a ferida,
Mas fui que a tive de sarar
Para me erguer e continuar a viver.


Agora, já resgatado, arrependes-te,
E morres de pena por me teres empurrado.
Se ainda gosto de ti?
Sim, como alguém que dá oxigénio
Para eu escalar, por outra, a montanha.

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