
Oh milagre da natureza,
Oh milagre da vida!
Por entre os longos e esbeltos vales te ocultas
Onde o néctar se une ao idílico numa diva junção,
Onde as anis lágrimas correm pelos proeminentes olhos,
Manchados pelo labutar severo de teus servos
Que tudo fazem para que quem te enxergue te sinta,
A ti, que lhes alimentas a posteridade,
A ti, que albergas a talha do seixo por entre a calçada
A ti, que espelhas a eternidade e amparas o fim,
Tu, que te ergues dia a dia no alto de tua sumptuosidade,
Meu amo e patrono, isto é quanto eu te venero,
É toda a minha alma em ti,
Santo da vida.



