O fim de tudo, o princípio de nada, Será? Saber amar, néscio no ódio, Será? Glória aos sem vida, labéu nos seres, Será? Gostar de ninguém, repugnar alguém, Será? Fido à mácula, pérfido do bem, Será? Prezar o insignificante, desvalorizar o importante, Será? Concretizar o quimérico, impossibilitar o real, Será? Sou um bom animal, sou um mau homem, Será?
Logo cedo que te vi Enxerguei o que era o amor Soube querer e ser querido Soube deleitar-me com o desejo da vida Olhar para as estrelas e ver teu trejeito Quis a triste sorte nos apartar, Mas nem o Fado, Distancia nossos corações Corações arrebatados por latejar em conexo Um amor entenebrecido por uma quimera Uma utopia realizável pois quem se ama, não estremece Meu bem-querer, acode a mi No loco onde sempre estive e estarei No teu coração.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Rogo-me de paixão por ti, meu amor Ainda sinto a tua respiração em mim Ousas imaginar que não te amo, mas, Ouve o canto das sereias E receberás tua resposta Este é o amor urdido por nós O amor com que devaneámos Não o abjures, sente-o, Voltemos à volúpia de nossos corpos Deixemo-nos de zelos, de labéus injuriosos Recorramos a nosso amor, Às noites escusas de paixão ardente, Voltemos a amar.
Lamúria infernal, queixume infernal Por alma tua, que me deixa saudosista Saudosista de um amor escapulido Levado por ti, Mefistófeles Que não tens piedade de nenhum Nem de meu angelical amor Que te entregou a alma Sem olhar ao meio E para atingir um fim Amar-me para sempre.
Choro por ti e, Sou injuriado por chorar Só não chora quem não tem coração Só não chora quem não ama Se o chorar me faz menos homem, Não sei Sei que choro por causa de ti E isso, Nem todos os homens podem celebrar, Chorar por amor, Por amar alguém.
Pela primeira vez neste blogue deixo-vos com um poema que não é da minha autoria. Pedra Filosofal de António Gedeão, deixo-vos também com a versão musical. Pedra Filosofal