Chovia.
Naquela tarde, era o que tinha.
A
chuva. Nada mais.
Ela
trazia o teu sorriso
E
dela fazia as minhas lágrimas.
O
ruído, aquele das gotas na janela, acalmava-me.
Aquele
"tan! tan! tan!" ininterrupto, agradava-me.
Deliciava-me
ao ouvi-lo a pensar em ti.
Substanciava
o que sentia. Amor.
Olhei.
Olhei cada milímetro da pluviosidade.
Gostava
de supor que cada um era uma paixão.
Que
ia batendo em várias janelas, aquelas que eram as donzelas.
E,
tal como aquelas gotas, um dia pára.
O
amor, o "tan! tan! tan!", os milímetros da paixão.
E
o sol irá raiar lá no alto.
E
mostrar o meu coração molhado pela chuva.