Pensava ter vivido tudo.
Ter dado todos os beijos,
Ter sentido todos os abraços,
Ter dado a toda a gente, tudo de mim.
Pensava ter feito as pazes com o amor,
Ter conquistado todas as amizades.
Pensava ter aquele lugar que todos desejam,
Ter feito desta vida, a minha vida.
Mas como estava enganado.
Como tudo se esvanecia num simples olhar.
Um olhar que me dizia: “Ainda tens tanto para dar.”
Por momentos desviei-lhe a cara.
Estava apenas a escapar-me.
Sabia toda a razão que aquele olhar concentrava.
Nunca ninguém deve achar que da vida já tirou tudo.
Nunca se deve ter a certeza de quem somos.
Nunca devemos achar que algo será a última coisa.
Nunca podemos sentir que já vimos o sol brilhando num luar.
Sigam sempre o olhar de alguém.
Só ele sabe quando já fizemos tudo. Ou quando ainda precisamos de fazer.
Não tenham medo de arriscar. Nem se sintam riscados da vida.
Beijem, abracem, amem como se fosse a primeira vez.
Quando for a última, saberão que o sol sempre brilha ao luar.


