
Sinto-te próxima, mas não alcanço
Vejo o deleite de teu corpo, mas estou tolhido
Quer almeje chegar a ti, não consigo,
Quer me detenha, algo me arrasta,
Minha alacridade não sabe se há-de revelar-se
Minha cipreste não sabe se há-de fazer-se pungir
Nada em mim é certo, nada em mim sabe o que compor
Gostava de ser vero com meu pensamento, mas,
Minha querença, tu sabes,
Sabes de que sofre meu ser,
Sabes o porquê de meu coração latejar desigual
Mas não o dizes e resguardas-te em ti,
Para que me faças pugnar por minha cura,
Tu.
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