
A infância que dizem alegre,
É decadente
Se nela podia encontrar o que desejo
Descubro apenas a leve dor de meu ser.
Dizem também que é passageira
Mas é ela que faz o que sou
E é por ela que serei sempre
O Homem que nunca é feliz.
É ela que me impede de amar
É ela que me coloca assim, sozinho
Pois era nela que devia amar e ser feliz
E, por cruel destino, não fui.
E assim, resigno-me à miséria,
Pois não existe luta em mim
E a que há é para combater a sobrevivência
Que se esgota e afasta, distanciando-me da vida.
Martim da Ega
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