quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A TI


Vi-te chegar e passar por mim
Vi-te andar em direcção ao destino
Aquele que pouco depois nos uniu
Para podermos então celebrar essa união.

Uma falsa união
Eu, sentado, contemplava-te
E tu, distraída, deixavas que te observasse
E, num gesto de simplicidade, sorrias.

Cada minuto era um olhar ao teu cabelo
Era alimento para o meu coração
Que estimulava o possível
Sem se aperceber da impossibilidade.

Agora, num gesto indiferente, sais
E eu tanto que tinha para te dizer
Não posso mais sentir-te
Mas ficarás para sempre retratada nestes versos,
A ti dedicados.

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