
Este que vos escreve
Queria versos cantar, estrofes para celebrar
E ter linhas para contar
Mas a fraqueza é tal e o ódio descomunal.
A caneta já não é mais a voz da minha alma
É um simples objecto de escrever
Que dá corda à minha mão
E que, em mim, não tem utilidade.
Não é por falta de assunto
Ou falta de ideia
É, talvez, o meu suicídio
Que me não permite arrastar a mão.
Vou descansar
Pode ser que, quando acordar,
A fortuna queira algo de mim,
Noutro lugar.
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