terça-feira, 1 de abril de 2008

Memórias Eternas


Sento-me no sofá destroçado pelas memórias que fui tendo pelo passar dos estios.
Aquela casa no rio onde passava os meus dias e noites de árduo calor, ensombreado pela brisa tortuosa das águas daquele rio que passava na vanguarda daquela casa.
Naquele sofá passaram gerações da minha genealogia.
Aquele mesmo sofá que abarcara as mágoas de todos os meus ascendentes.
A melancolia pairava nas divisões daquela casa.
Agora era eu que tinha de curiar daquela humilde casa, após o adormecimento do meu pai e posteriormente da minha mãe.
As minhas reminiscências daquela casa remetiam-me, inexoravelmente, para as lágrimas escorridas do meu pai e da minha mãe ali mesmo, naquela casa, naquele sofá.
Aquela era uma casa escarlate, com o seu coração instalado na sala de estar, com 3 quartos nostálgicos das minhas recordações. Por fora corria um rio de águas calmas onde luzia o sol e onde resplandecia o luar da noite.
Após este dia sei que algo me fica: o essencial é invisível aos olhos.

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