
Observa.
Fixa um ponto e observa.
Observa como toda a gente é indiferente,
Ninguém gosta de ninguém,
Observa como somos generosamente egoístas,
Observa como corre a criança,
Como ela anda com o vento, para quê?
Para depois se imiscuir neste nubloso mundo,
E perder todo aquele ser que festejava a vida.
Observa a folha que nasce para depois cair,
Observa no animal que caça para ser caçado,
Observa como nada disto é diferente de nós,
Observa o momento em declínio.
Observa como tudo tem um significado,
Um significado falsamente simbólico,
Que nos faz crer em algo,
Que não existe.
Observa como todos perseguimos uma meta,
Andando ingenuamente néscios, à procura,
Escondendo aquilo,
Que a consciência artificial nos manda.
Observa como o bando gosta de ser enganado,
Pensando que está feliz, mas não,
Anda fingindo usando a máscara,
A máscara que permite a sociedade
E a convivência dos seres.
Observa como essa maldita protecção,
Inibe a nossa autêntica essência,
E eles gostam, eles regozijam-se.
Agora pensa.
Pensa no leve cair da máscara,
Pensa que todos ficavam estranhos,
Pensa que ninguém se conheceria,
Escolhe,
O fingido pensamento que conheces,
O enigmático mundo oculto que desconheces.
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