
Não a tela toda, não.
Só metade. Metade da metafísica.
Riscos abstractos e sem nexo.
Ai a loucura abstracta! Como é bela!
Saber que somos loucos, disfarçando o pensamento.
Saber que não tem sentido
E em nós estar todo o sentido.
Não a tela toda, não.
Só um pedaço, menor que metade da metafísica.
Preenchimento de algo, não querendo nada.
Só preencher.
Como se molda a loucura abstracta
À loucura de não querer nada!
Iguais? Não.
A abstracta transmite riscos e figuras escondidas.
A de não querer nada é do ser, não ser nada.
Não a tela toda, não.
Agora nem um pedaço. Só loucura.
Loucura da loucura.
Loucura da loucura é a purificação da loucura.
É absorver a abstracta e o nada.
E depois juntá-los.
O resultado? Só loucura e metafísica.
Pois toda a loucura é um pensamento vadio.
Toda a tela, sim.
Loucura e metafísica em pleno.
Sem pedaços nem metades.
Só o auge do ser humano. Ser e loucura.
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