
Estávamos ali como quem estava no purgatório. Já não importava a família, quem amávamos ou quem simplesmente gostávamos.
O sangue esvaía-se do semblante dos meus companheiros e eu estava translúcido. Não suportava a dor em mim por não esboçar nenhum movimento. Pranteava agora a pujança falecida dos meus colegas.
O inimigo não tinha escrúpulos, (afinal quem ali tinha escrúpulos?)e matava a sangue frio quem a ele se aproximasse.
Senti que aquele era o meu ocaso e a última coisa que tinha dito à minha família tinha sido: "Não preciso de vocês, nem de ninguém. Preciso apenas da guerra."
Nestes meses últimos tinha-me tornado num ser áspero e severo com quem me rodeava. Eu não era aquele nem era da minha família, era da guerra. Ao ouvir esta palavra remeto-me inexoravelmente para o sangue, o sofrimento, a dor de seres que combatem sem saberem porquê que, por tiranos rancorosos, prescindem de qualquer hipótese de futuro. A guerra compele as pessoas que nela entram.
Só pensava na impressão que tinha deixado em Portugal. Um fragor tirou-me aquele raciocínio. Uma bala atravessara a perna de um soldado e punha a descoberto os músculos e ossos daquele ser.
A guerra, meus egrégios, não é mais do que isto. Músculos e ossos a serem alvejados. Nada mais. Sem pessoas, nem almas.
O sangue esvaía-se do semblante dos meus companheiros e eu estava translúcido. Não suportava a dor em mim por não esboçar nenhum movimento. Pranteava agora a pujança falecida dos meus colegas.
O inimigo não tinha escrúpulos, (afinal quem ali tinha escrúpulos?)e matava a sangue frio quem a ele se aproximasse.
Senti que aquele era o meu ocaso e a última coisa que tinha dito à minha família tinha sido: "Não preciso de vocês, nem de ninguém. Preciso apenas da guerra."
Nestes meses últimos tinha-me tornado num ser áspero e severo com quem me rodeava. Eu não era aquele nem era da minha família, era da guerra. Ao ouvir esta palavra remeto-me inexoravelmente para o sangue, o sofrimento, a dor de seres que combatem sem saberem porquê que, por tiranos rancorosos, prescindem de qualquer hipótese de futuro. A guerra compele as pessoas que nela entram.
Só pensava na impressão que tinha deixado em Portugal. Um fragor tirou-me aquele raciocínio. Uma bala atravessara a perna de um soldado e punha a descoberto os músculos e ossos daquele ser.
A guerra, meus egrégios, não é mais do que isto. Músculos e ossos a serem alvejados. Nada mais. Sem pessoas, nem almas.
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