
Tocam o ébano e o marfim
Com os dedos do artista
Emanando o belo sonoro
De tampa aberta ao público.
Acompanhado com entusiasmo
E juntando-se aos outros sons
Vai esbanjando talento e classe
Na sala plena de fantasia.
É o ré, é o mi, é o sol
Que entoam na pauta.
Sem voz, só o objecto. Só a peça.
E o entusiasta vai bailando
Com o ébano e o marfim
Até que se levanta
E, num gesto de recompensa,
Recebe aquilo a que tem direito.
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