segunda-feira, 5 de abril de 2010

Lua


Um ponto amarelo claro.
Um clarão.
Torna-se gigante.
Silêncio.

Os olhos virados para cima.
O rosto perplexo da aldeia.
O espanto revelado nas pessoas boquiabertas.
O desconhecido que alimenta a curiosidade.

Como acontecera?
Nunca a tinham visto assim. Nunca a tinham sentido assim.
Não a sabiam assim.
Era tudo novo. Tudo diferente que os tornava principiantes.

O burburinho instalado tenta descobrir o enigma daquele brilho.
Tudo ofuscado pelo ponto algo diferente naquela noite.
Aquela que lhes fazia companhia, mudou-se.
A Lua estava partida. A Lua estava em metades. A Lua deixou de ser Lua.

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