
A vós que querem que exista. Não existe.
Sem ambição, sem júbilo, sem desejo.
Só tristeza. É isso que vos reserva.
Isso e não conseguirem nada mais do que ignorância.
Libertem-se desse fardo. Nada vos irá acontecer.
Libertem-se de entregar a alma por tostões.
Libertem-se da obrigação de agradecer a não sei quem.
Querem felicidade? Essa, é vossa, de mais ninguém.
Admiram algo que não é algo.
Então que vida querem? A mesquinha vida
De quem está algemado?
E nem acreditam, nem sabem porque existe.
Fé? Tudo bem, em mim, mais nada.
Mais ninguém me dará fé que não consiga atingir.
Andam para aqui e para ali, sem raciocínio.
Vós sois irracionais. Sois apenas seres falantes.
E vão sendo usurpados da vossa energia.
Usurpados por aqueles que se fazem passar de crentes
E num instante se transformam em salteadores.
É a eles que pagam a vossa crença na inexistência.
E só eles lucram. Vocês fazem-se de apatetados.
No fundo falam para a atmosfera.
E esperam resposta da atmosfera?
Ela tal como vocês vagueia sem nexo e causalidade.
Que ciência é a vossa de serem quase robots?
Que desejo é esse de se transcenderem para o que não é transcendente?
Nada, apenas nada.
1 comentário:
Após dois anos de conversas super interessantes sobre este assunto, posso dar-te os parabéns pelo que acabaste de fazer. E que deus esteja contigo.
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