
Não tenham pena. Não.
Não tenham misericórdia de mim.
É o que menos quero.
O que quero é que sintam que sou como vós.
Sou como vós mas sem a indiferença.
Apenas com a diferença que me tentam incutir.
Deixem-se de falsos moralismos para se elevarem a um fútil patamar.
Deixem de tentar ser quem não são, e de em mim colocarem
O que não sou.
Não façam isso a vocês.
Não queiram ser assim: fazer de mim um grande momento da vossa vida.
Apenas porque não a conseguem viver.
Não transfiram nada para aqui. Nem para ali.
Se estou assim foi porque quis.
E não o quis para terem dó de mim .
Fi-lo para ser diferente. E como é estranho:
Tentei ser diferente na mente, mas chamaram-me demente.
Agora que me distingo em tudo menos pela mente, têm pena.
Aliás, se há algo que desleixei (graças a vocês) foi isso:
A mente.
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