
O rosto de Spencer reflectia a sua dor desmedida por ter de terminar ali todo um sonho que era apenas viver. Tudo o que Spencer gostava tinha de abdicar, tudo o que queria fazer na vida era agora um desejo inútil, pois a sua única ambição era agora sobreviver nem que fosse para viver na miséria. Juntamente com ele estavam cerca de dezoito condenados e muito provvelmente uma maioria estava inocente tal como Spencer.
O motivo de Spencer ser agora um "membro" do corredor da morte era simples: sabia algo sobre alguém muito influente e tencionava verbalizar todo os segredos desse homem poderoso nos media. Spencer pensava que no séc XXI já não existisse a opressão e a proibição da liberdade de expressão. Momentaneamente Spencer revivia toda a sua vida em bocados reminiscentes na sua cabeça. Pensava que estava ali por estar no momento errado à hora errada. Mas, alguém se dirigia para ele. Era uma figura humana, com traços bem delineados e que estava toldada num ar misterioso. A figura dirigia-se mesmo para ele e de um segundo para outro perguntou-lhe:
- David Spencer?
- Sim, sou eu- respondeu Spencer um pouco atarantado.
- Estou aqui para o ajudar. A partir de agora tudo o que sabe diga-me, tudo o que sente diga-me, tudo o que faça. diga-me.
Quem seria este homem que, chega ali e lhe pede para contar tudo o que ele faz, sente e sabe?
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