segunda-feira, 31 de março de 2008

Mundo Livre


Sento-me na cadeira da vida a falar monologamente sobre as inquirições do ser.
Começo a pensar no que me induz a escrever esta mesma prosa: a liberdade.
A Liberdade é algo que todos alvitram desde o seu brotar; a liberdade de se poder erguer e caminhar, a liberdade de ir para a escola, a liberdade de se casar, a liberdade de viver para a morte.
Esta mesma liberdade que ainda, hodiernamente, pugna em não luzir para alguns.
Uma Liberdade que, se não for assazmente curiada torna-se lassa, uma liberdade que deveria ser um dogma.
Não sou douto o suficiente para saber com minúcia o porquê dos transeundos não se importarem com esta questão.
A Liberdade não pode ter o desígnio de uma mera monção, tem de ser granjeada para ser fruida nos seus termos certos.
Quem abusa ou não faz usufruto da Liberdade não passa de um pária, um Homem insensível à sobrevivência da existência.
A Liberdade não se pode desenvolver como uma reminiscência. É algo perene no âmago de casa ser.

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