Rogo-me de paixão por ti, meu amor Ainda sinto a tua respiração em mim Ousas imaginar que não te amo, mas, Ouve o canto das sereias E receberás tua resposta Este é o amor urdido por nós O amor com que devaneámos Não o abjures, sente-o, Voltemos à volúpia de nossos corpos Deixemo-nos de zelos, de labéus injuriosos Recorramos a nosso amor, Às noites escusas de paixão ardente, Voltemos a amar.
Lamúria infernal, queixume infernal Por alma tua, que me deixa saudosista Saudosista de um amor escapulido Levado por ti, Mefistófeles Que não tens piedade de nenhum Nem de meu angelical amor Que te entregou a alma Sem olhar ao meio E para atingir um fim Amar-me para sempre.
Choro por ti e, Sou injuriado por chorar Só não chora quem não tem coração Só não chora quem não ama Se o chorar me faz menos homem, Não sei Sei que choro por causa de ti E isso, Nem todos os homens podem celebrar, Chorar por amor, Por amar alguém.
Pela primeira vez neste blogue deixo-vos com um poema que não é da minha autoria. Pedra Filosofal de António Gedeão, deixo-vos também com a versão musical. Pedra Filosofal
Será fogo, isto que eu penso? Será água, isto que eu sinto? Será um nada feito de tudo Será alma no espírito que se vai Será sangue esvaindo-se pela corrente Será coisa que aparece e se esfumaça Será pujança no vigor da vida Não sei se é o que será Sei que vai e vem Como alguém que não quer quem Sei, porém, quem é esse alguém Alguém que me tangera e segue para o fojo Alguém que eclode sem que se dê a ver Continuo, no entanto, sem saber o que será Mas sabendo quem é esse alguém.
Para ti, Para ti de sentimento sem finitude Para ti imaculada deusa Para ti que sem temor pugnas por meu lustre Para ti, primorosa, que mudas meu vápido mundo Para ti que desafias a Providência com teu despejo Para ti, de volúpia infinita, és o meu cirro, Meu cirro para a felicidade Para ti, que me enlevas com tua beleza Para ti, que és afeita a mim e não me deixas Para ti, impérfida mulher, impregno-me em ti Para ti que me gostas e inebrias meu mundo Para ti, que, se fosse cego vislumbrar-te-ia sempre em meu coração.