domingo, 21 de julho de 2013

D.Pedro

O esvair que se queda nele,
Queda-se pela donzela amante
Sentindo o seu pesar na pele,
Que corrói o sangue derramante.

A morte é a fatal testemunha
Daquele funesto afrontamento
Em que o amor nada mais punha
E só restava o sentimento.

Via o mísera deambulante
A débil condição virginal
De sua sempiterna amante,
Que quis com ela ser imortal.

Pegando em divino punhal
Cravejou seu fustigado peito
Com a rude força infernal,
Levando a cobiçada no leito.

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