O esvair que se queda nele,
Queda-se pela donzela amante
Sentindo o seu pesar na pele,
Que corrói o sangue derramante.
A morte é a fatal testemunha
Daquele funesto afrontamento
Em que o amor nada mais punha
E só restava o sentimento.
Via o mísera deambulante
A débil condição virginal
De sua sempiterna amante,
Que quis com ela ser imortal.
Pegando em divino punhal
Cravejou seu fustigado peito
Com a rude força infernal,
Levando a cobiçada no leito.
Sem comentários:
Enviar um comentário