O choro daquela alma gritava.
A todos que o quisessem ouvir.
Pedia ajuda, um auxílio.
O auxílio da razão talvez.
Ouvi e fui ter com ela.
Mas nada valia a pena.
Só restava a presença.
O sentir que se estava ali.
Chorou sem dó, sem pensar na desgraça,
Eu acatava aquele sofrimento
Quis abraçá-la, mas nem a conhecia.
Nem a alma queria, nem ela pedia.
Mas pediu-me muito mais.
Um beijo, de felicidade.
E o choro acabou.
E aquilo que parecia infinito, o choro,
Deu lugar à finitude do momento, o beijo.
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