-Já amaste? - perguntava ela.
- Não me faças perguntas difíceis- dizia ele.
- Difícil? Não. Tem a reposta mais fácil de todas.
- Até acredito que sim. Mas não agora.
- Mas sabes o que é amar?- perguntou ela.
- Sim, acho que sim.
- Então já amaste, certo?
Pedro nem sabia que dizer. A verdade é que ela tinha chegado onde ele não queria. Na realidade Pedro já amara, sim. Já amara e com todo o coração. Com todos os batimentos por segundo. Mas agora via esse amor reflectido nas estrelas. Só quando chegava a noite ele revia esse amor. Na verdade ela já partira quando Pedro ainda a amava.
-Sim, mas só à noite- respondeu ele.
- À noite? Como assim?
- Só à noite quando as estrelas aparecem eu posso amar. De dia apenas anseio pela noite.
- Mas porquê? Só amar à noite?- indagou ela.
- Porque só ela me traz a luz das constelações e espelha as memórias de quem amei.
- E achas que não voltarás a amar de dia?
Ao que Pedro respondeu:
- Não, só quando o dia tiver estrelas. Aí sim, amarei.
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