Silêncio,
Escuridão, breu.
Transcendência,
Meditação, repouso.
Ar,
Nuvens, outra dimensão.
Tempo, não há.
Só leves passagens.
Memórias, recordações,
Ah! Aqui estais vós!
A passar por mim,
Em lentidão.
Sem rapidez, nem pressa.
Infinito, daqui o vejo.
Sem finito, só o eterno.
E pensar eu que vivia!
Isto sim é a vida!
Tristeza, não.
Felicidade, talvez.
Tudo abstracto, sem sentimentos
Nem a noção de os ter.
Pensamento, sim.
Tudo em mim, pensamento.
Mas sem pensar, só ter.
Só saber, só querer.
Desejo.
O máximo dos máximos.
Cor, luz.
Intermitências sonoras.
Ecos de mim.
Ecos de ti.
Ecos de toda a gente!
E não está cá ninguém!
Oh, como é belo!
Sentir e não saber que sentimos!
Vejo. Tudo. Nada.
Talvez delírios.
É, devem ser delírios.
Não! Não podeis ser vós!
Nem os delírios sabem tão bem!
Único.
Nem sei se sou eu. Devo ser.
Ou então, eu noutro humano.
Escuridão, breu.
Silêncio, outra vez…
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