E no meio da neblina, desapareces…
Vais com a cerração da consciência.
Sem acenar ou gesticular
Deixando as apenas as pegadas, num saudoso caminhar.
Pode ver-se as linhas da tua figura deixadas pela sombra
É só isso que resta depois de se deixar de existir.
Para trás fica o que a alma deixa.
Fica aquilo que conseguirmos deslindar da neblina.
Vêem-se sorrisos que se esvoaçam,
Memórias que se dissipam no rio,
Lágrimas que se esbatem na neve,
Uma neve branca da pureza que te entranha.
E és como uma menina.
Menina que larga a mãe e se perde.
Quiçá na neblina, quiçá no caminhar.
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