sábado, 6 de novembro de 2010

O Sono


Penso um sono descontente
Que me dá o que o despertar não dá:
Um não pensar em nada, o sentir de forma irreal,
O gostar das coisas, mas às escuras.

Já tentei o despertar
Mas o corpo que tanto suporta
Nunca irá na sua infinitude,
Aguentar o fardo de alguém se erguer.

Poderia descobrir coisas novas
Talvez até ser outro que não eu
Iria alegrar o despertar e não sei quem mais
Pois o egoísmo de acordar é duro de carregar.

Prefiro o mau estar do sono
Liberta-me, movimenta-me, cansa-me
Mas será sempre o cansaço do sono pesado
Que me irá procurar as respostas
Para aquilo a que o despertar não acede.

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