quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Ao Porto
Ficas bonita à chuva.
Gosto de te pensar quando chove.
Se outras são feias, tu embelezas-te
Ao simples cair de umas gotas.
Só fazes sentido quando estás cinzenta.
A tradição e os costumes agigantam-se quando estão molhados.
As janelas viradas para um horizonte agitado
Têm já uma beleza fatal perante tamanho espectáculo.
E é a natureza que te põe assim.
Não precisas de mais nada, nem do divino.
Basta que sobre ti caiam todas as águas
Que um homem não pode dar, mas sim admirar.
Gosto de olhar para ti à chuva
Quando te passeias com alarde
Exibindo todas as tuas formas
E deixas que um simples humano
Te possa abraçar e ser tocado no rosto
Pelas gotas da tua beleza.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário