
Os olhares fixam o infinito
Cansativo e moroso
Que provoca o tédio a quem observa
Tornando finito aquele momento.
As caras pesadas e carrancudas
Suportadas pelos emolientes corpos
Transportam o vagar do pensamento
Que se quer evadir para outra dimensão.
E o longo eco que nos penetra
Sai malogrado pela derrota
De não conseguir surtir efeito
Naqueles que não estão dispostos a tal.
Ouve-se agora o batimento fatal
Da chuva que esbarra na janela
Transparente da hipócrita atenção
Que revela a ignorância da gente.
Até que se dá a libertação,
E os incógnitos escapam
Para o que julgam ser o caminho certo
Quando, inconscientes, querem fugir
Daquilo que, em nós, pesa e
Dá trabalho a encontrar.
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