A garrafa ia a meio, mas o coração estava cheio,
Cheio de ilusões e amores inatingíveis.
Amores não. Amor. Porque em mim só há um.
E é por esse que bebo.
Cada gole é cada amargura de um sentimento sem fim,
Cada trago é uma corda que amarra o meu sonho.
Tenho em mim dois alimentos,
O amor e o whisky.
A loucura cai em mim tal como a frustração.
A frustração de não me encontrar contigo nesta paixão.
Já pensei em tudo. Já fui e já vim.
Não sei se terei suporte líquido para abater esta dor.
Deixai-me na embriaguez desta impossibilidade.
Junta-te ó veneno escocês a mim.
Vamos amar e vamos sonhar, sem sobriedade.
Vamos cair, agora,
Sem que nada nos iniba de beber, amando.
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