Sinto uma doentia falta de amar.
Não de amar isto ou aquilo.
Apenas de amar.
Apenas o simples facto de dizer “Amo-te”.
Tenho saudades de não sentir esta falta.
Quando estavam comigo os beijos de alguém.
Quando olhava para a vida a amar.
Procurei o amor nas esquinas da paixão.
Mas quiseram vender-mo barato, sujo e falso
Quiseram o meu coração em troca.
Carente, honesto e desajeitado.
Procurei outras experiências.
A fugacidade de milhões de beijos,
A amizade do amor,
O momento que se passa para se perder
O mistério de não se conhecer.
Tudo inútil. Nada como o estéril amor.
Nada como a verdade de se amar.
Agora desisto e sinto esta atroz culpa
Esperando o perdão do amor.

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