
Fazes-me inconsciente,
O teu ser afasta a razão
Que vai rodeando o coração
Mas só por momentos.
Ah! Poder teu ser ser eterno
Para durar a minha inconsciência
Não uma réstia apenas
Mas todo um momento consciente.
Mas essa luz, como que se apaga
Para se assomar a escuridão.
Como é negro o meu pensamento
Que contrasta com o brilho da razão!
E tu, fechas os olhos,
De quem já nada pode fazer
Por este pobre pensador
Que se quer converter.
Ser a tua voz conversão
Do pensamento para a razão
Da razão para a paixão
E poder eu te amar
Sem que me sinta carregado
Com aquilo que me estorva.
Martim da Ega
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