terça-feira, 10 de novembro de 2009

Não Posso Amar


Fazes-me inconsciente,
O teu ser afasta a razão
Que vai rodeando o coração
Mas só por momentos.

Ah! Poder teu ser ser eterno
Para durar a minha inconsciência
Não uma réstia apenas
Mas todo um momento consciente.

Mas essa luz, como que se apaga
Para se assomar a escuridão.
Como é negro o meu pensamento
Que contrasta com o brilho da razão!

E tu, fechas os olhos,
De quem já nada pode fazer
Por este pobre pensador
Que se quer converter.

Ser a tua voz conversão
Do pensamento para a razão
Da razão para a paixão
E poder eu te amar
Sem que me sinta carregado
Com aquilo que me estorva.


Martim da Ega

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