Garboso teu sorrir
Teus olhos meu coração
Coração que sobeja o latejar
Coração que bate escarlate ao te sentir
Sentimento que leva o poder da senhora lua
Sentimento debuxado em ti
Em ti, de açuceno amor
Te expedes destainada em mim
Manando teus desígnios
Outurgando-me a sede de viver
Amor,
Leva-me para o eterno.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Lugar Divino
Lugar singelo que me rompe a alma
Lugar onde tudo jubila quando está ensombrado
Lugar santo onde se cometem heresias
Lugar onde a monção é algo inopurtono
Lugar mágico que nos traça para o nal
Lugar desatinado que nos ajuíza
Lugar açuceno com a mácula à espreita
Lugar ledo onde nos tornamos sofredores
Lugar que mana uma agonia sumptuosa
Lugar cirro que alardeia a sua garbosidade
Lugar pardo repleto de luz
Lugar de ninguém que é de todos
Lugar teu.
Lugar onde tudo jubila quando está ensombrado
Lugar santo onde se cometem heresias
Lugar onde a monção é algo inopurtono
Lugar mágico que nos traça para o nal
Lugar desatinado que nos ajuíza
Lugar açuceno com a mácula à espreita
Lugar ledo onde nos tornamos sofredores
Lugar que mana uma agonia sumptuosa
Lugar cirro que alardeia a sua garbosidade
Lugar pardo repleto de luz
Lugar de ninguém que é de todos
Lugar teu.
Tal como antes...
A severa chegou a mim,
Tal como antes sei amar
Tal como antes devoto-te mais que a essência
Tal como antes és a minha natureza
Teu pranto a limpidez das humildes águas
Tua beleza deificadora do celeste vem
Assedoso capilar de jubilosos campos
Mudei e não sei mais voltar
Queda-me a nostalgia,
A nostalgia de já teres sido o meu lastro
Vénus minha este é o meu remir,
Tal como antes, amo-te.
Tal como antes sei amar
Tal como antes devoto-te mais que a essência
Tal como antes és a minha natureza
Teu pranto a limpidez das humildes águas
Tua beleza deificadora do celeste vem
Assedoso capilar de jubilosos campos
Mudei e não sei mais voltar
Queda-me a nostalgia,
A nostalgia de já teres sido o meu lastro
Vénus minha este é o meu remir,
Tal como antes, amo-te.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
A Leveza da ida

Lembro-me do seu vulto
Sua àspera mão passando meu semblante
Sua voz almejando por mim
Seu trépido carácter invadindo a aura
A vaguidão da casa sem ele
Pugno pelo seu retorno em vão
Colarizo-me pela certeza da ida
Porquê?
A leveza de estarmos nesta vida
Sabendo que temos de partir,
Porquê?
Não o ter contíguo a mim
Aceno para sempre,
Aceno para ti,
Pai Santo
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Sol, meu egrégio Sol

Hoje vi o Sol,
O Sol flamejando no horizonte,
O Sol resplandecendo os seres
Quero tangerá-lo mas ele está eminente,
Eminente no este do estrelato
É um Sol obscuro no luar e avistado no clarão
Transcende a nossa vivência
Ergue-se no cume da existência,
Desfaz-se no crepúsculo da réstia
Este é o Sol que leva o poder da senhora Lua
Sol egrégio do nosso começo
Sol, esfera de girassol
Sol esfera escarlate
Sol, beleza fausta e crepuscular.
Batalha Arrebatadora

Estávamos ali como quem está no purgatório. Já não importava a nossa família, quem amámos, quem prezamos ou quem de nós gosta.
O sangue esvaía-se do semblante dos meus companheiros e eu estava translúcido. Não suportava a dor em mim, por não esboçar nenhum movimento. Pranteava agora a pujança falecida de meus colegas.
O inimigo não tinha escrúpulos e matava a sangue frio quem com ele pelejava.
Senti que aquele era o meu ocaso e a última coisa que tinha dito à minha família foi: " Não preciso de vocês, nem de ninguém. Só preciso da guerra."
Nestes meses últimos tinha-me tornado um ser áspero e severo com quem me rodeava. A guerra mutou-me. Ao ouvir esta palavra bélica remeto-me inexoravelmenete para o sangue, o sofrimento, a dor de seres inocentes, que por tiranos rancorosos, passaram a seres inerentes à guerra. A guerra compelia as pessoas envolventes em si.
Só pensava na impressão deixada na minha pátria. Na sua profundidade, sabia que os meus mais próximos sentiam que eu estava transformado pela guerra. Mas mesmo assim, rugia-me no coração, eles não mereciam aquela minha incúria.
Um fragor tirou-me do meu raciocínio. Um soldado tinha sido alvejado na perna e empenhava agora os músculos e ossos daquele ser.
A guerra, meus ilustres, é o arrebatamento íntimo de tudo o que nela entra.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Réstia de Sobejo

O eterno restou em mim
Sem ti não sobeja o concreto
Só incerteza abstracta
Lobrigo tua ida, mas não a sarei
Exaraste meu âmago amor
Minha mística de ser foi mitigada por ti
Alheaste-me de sentir o invisível
E não discernir o visível
Cindes meus sonhos e vais avante
Desfaleçi de tudo e do nada,
Sou uma réstia de ti.
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